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title: "A primeira porta"
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# A primeira porta

Source: https://novomanual.com.br/pt-br/05-a-primeira-porta/

Existe um problema em escrever sobre liberdade para alguém que precisa pagar o aluguel na semana que vem.

Podemos falar de Inteligência.

Podemos falar de abundância.

Podemos falar do fim do trabalho.

Nada disso paga uma conta hoje.

Se Genesis pretende existir no mundo real, precisa começar exatamente aí.

Dinheiro.

Não porque dinheiro seja nosso objetivo.

Porque ainda é a língua que o mundo fala.

E, enquanto for assim, a primeira liberdade que podemos oferecer a alguém é muito concreta.

A possibilidade de precisar vender um pouco menos da própria vida.

A primeira porta para isso será a afiliação.

Não será necessário investir.

Não será necessário comprar um curso.

Não será necessário pagar para entrar.

Não existirão níveis.

Não existirão pessoas abaixo de você.

Você não ganhará dinheiro recrutando alguém para o sistema.

Existe apenas uma coisa acontecendo.

Um produto real.

Um cliente real.

Uma receita real.

E alguém que ajudou os dois a se encontrarem.

O primeiro produto será o ViaCorretor.

R$ 497 por mês.

Se uma pessoa apresentar o ViaCorretor a um corretor e esse corretor decidir usar o serviço, ela recebe uma parte daquela mensalidade durante os primeiros doze meses da relação.

Para começar, podemos estabelecer essa parte em 30%.

São R$ 149,10 por mês.

Enquanto aquele corretor permanecer cliente, durante os primeiros doze meses, aquela pessoa continua recebendo.

Um cliente representa até R$ 1.789,20 em doze meses.

Dez clientes ativos representam R$ 1.491 por mês.

Vinte representam R$ 2.982.

Trinta representam R$ 4.473.

Não é dinheiro mágico.

Se o cliente cancelar, a participação termina.

Depois de doze meses, aquela participação também termina.

Não existe renda eterna por uma conversa realizada anos atrás.

Existe uma janela.

O objetivo dessa janela não é transformar alguém em rentista.

É dar tempo para que aquela pessoa consiga atravessar para o próximo lugar.

Talvez isso fique mais claro através de duas pessoas.

Vamos chamá-las de Rafael e Marina.

Eles não começam no mesmo lugar.

Também não chegam ao mesmo lugar ao mesmo tempo.

Mas ambos entram pela mesma porta.

## Mês zero

Rafael tem trinta e nove anos.

Dirige por aplicativo.

Começa pouco antes das sete da manhã e normalmente termina depois das seis.

Alguns dias são bons.

Outros não.

Quando calcula combustível, manutenção, seguro, pneus e depreciação do carro, percebe que faturamento e renda são coisas bem diferentes.

Rafael não odeia dirigir.

O que incomoda é não poder parar.

Se ficar doente, não fatura.

Se quiser passar uma terça-feira com a filha, aquela terça possui um preço.

Se o carro quebrar, sua renda quebra junto.

Ele possui liberdade para escolher quando ligar o aplicativo.

Mas pouca liberdade para escolher não ligá-lo.

Marina tem trinta e quatro anos.

Tem um filho de oito.

Trabalhava no administrativo de uma empresa pequena.

Numa segunda-feira, é chamada para conversar.

Corte de custos.

O emprego acaba.

Ela volta para casa com aquele tipo particular de silêncio que aparece quando alguma coisa que parecia permanente desaparece em quinze minutos.

Marina não quer empreender.

Não possui uma grande ideia.

Não quer virar influenciadora.

Não sabe programar.

Quer renda.

Preferencialmente sem precisar reorganizar a vida inteira do filho para consegui-la.

Os dois encontram Genesis de maneiras diferentes.

Rafael ouve falar do ViaCorretor por um passageiro.

Marina encontra um conteúdo sobre esta obra.

Ambos fazem a mesma coisa.

Mandam uma mensagem.

Não baixam um aplicativo.

Não entram num painel.

Não fazem treinamento de quatro horas.

Abrem o WhatsApp.

Por baixo daquela conversa existe Zap.

Zap é apenas a porta entre WhatsApp e as capacidades do sistema.

Rafael escreve:

“Como eu participo?”

Marina pergunta:

“Dá para ganhar dinheiro indicando isso?”

Genesis responde.

Explica o ViaCorretor.

Explica para quem ele serve.

Explica os R$ 497.

Explica os 30%.

Explica os doze meses.

E cria para cada um uma identidade de participação.

A partir daquele momento, cada um possui um link.

Só isso.

Nenhum dos dois ficou mais rico.

Mas agora existe uma possibilidade que não existia naquela manhã.

## Primeiro mês

Rafael passa o dia inteiro conversando com desconhecidos.

Isso sempre foi parte do trabalho.

Ele não transforma o carro em outdoor.

Não fica oferecendo ViaCorretor para todo passageiro.

Seria insuportável.

Ele apenas começa a perceber conversas que antes passariam despercebidas.

Uma passageira comenta que trabalha em imobiliária.

Ele pergunta o que ela faz.

Outro conta que a esposa é corretora.

Uma terceira está indo visitar um apartamento e reclama que o corretor demora para responder.

Rafael começa a reconhecer um padrão.

Quando faz sentido, fala:

“Eu participo de um negócio que está fazendo uma ferramenta para corretor. Se quiser, te mando.”

Nada além disso.

No primeiro mês, manda o link para nove pessoas.

Quatro são corretores.

Duas chegam a testar.

Uma fica.

R$ 149,10.

É pouco.

Não paga o aluguel.

Não paga a parcela do carro.

Talvez pague a internet e uma conta de luz.

Mas alguma coisa aconteceu.

Pela primeira vez em anos, Rafael ganhou dinheiro enquanto estava em casa.

Não porque o Uber continuou rodando sem ele.

Porque uma conversa realizada semanas antes continuou produzindo valor.

Marina não possui passageiros.

Ela possui WhatsApp.

Começa pelo lugar mais óbvio.

Procura os corretores que conhece.

São poucos.

Depois pede ao Genesis ajuda para entender o produto.

“Por que um corretor pagaria 497?”

A resposta não vem como um script para decorar.

Genesis mostra o problema.

Tempo perdido procurando imóveis.

Conversas esquecidas.

Curadoria.

Follow-up.

Clientes que somem.

Atendimento espalhado.

Marina entende.

Então manda onze mensagens.

Não mensagens automáticas para milhares de pessoas.

Onze.

Uma antiga vizinha.

Um corretor que vendeu o apartamento da irmã.

Uma amiga que trabalha numa imobiliária.

Outras pessoas que encontra publicamente.

Duas respondem com interesse.

Uma entra.

Marina também termina o primeiro mês com R$ 149,10 recorrentes.

Os dois possuem exatamente o mesmo resultado.

Mas chegaram até ele de maneiras completamente diferentes.

Isso importa.

Genesis não deveria dizer como uma pessoa precisa participar.

Deveria fornecer capacidades para que ela descubra sua maneira.

## Terceiro mês

Rafael ficou melhor em perceber quem realmente deveria ouvir sobre o ViaCorretor.

Ele parou de tentar explicar o produto inteiro.

Essa foi uma das primeiras coisas que aprendeu.

Quando encontra um corretor, pergunta como ele trabalha.

Às vezes percebe que o ViaCorretor não serve.

Não manda o link.

Às vezes a conversa continua.

No terceiro mês, seis clientes indicados por Rafael estão ativos.

R$ 894,60.

Ainda dirige.

Mas uma mudança pequena acontece.

Ele para de trabalhar domingo.

Não porque alguém aprovou uma folga.

Porque pode.

O domingo custava aproximadamente aquilo que agora chega através das indicações.

Então ele compra o domingo de volta.

Rafael não chama isso de revolução.

Ele leva a filha para tomar sorvete.

Marina chega ao terceiro mês com cinco clientes ativos.

R$ 745,50.

Uma das primeiras clientes cancela.

Marina descobre na prática que recorrência não significa garantia.

No mês anterior ela imaginava que teria seis.

Tem cinco.

Fica frustrada.

Conversa com Genesis.

Não existe gerente para tranquilizá-la.

O sistema apenas mostra o que aconteceu.

Cinco ativos.

Um cancelamento.

Três conversas em andamento.

Duas pessoas que pediram para falar no mês seguinte.

Marina começa a entender uma diferença importante.

Ela não está construindo uma folha de pagamento.

Está construindo relações econômicas.

Algumas permanecem.

Outras não.

A melhor forma de aumentar sua renda não é convencer qualquer corretor a entrar.

É trazer corretores que realmente encontram valor no ViaCorretor.

O incentivo começa a se alinhar.

Cliente ruim não interessa.

Venda enganosa não interessa.

Prometer o que o produto não faz não interessa.

Ela quer que o corretor permaneça.

Porque só recebe enquanto existe valor suficiente para ele permanecer.

## Sexto mês

Rafael agora menciona ViaCorretor poucas vezes por semana.

Mas dirige centenas de pessoas por mês.

A escala já estava ali.

Ele apenas não enxergava.

Alguns passageiros encaminham seu link para outras pessoas.

Um corretor de Campinas apresenta a ferramenta ao sócio.

Uma mulher que trabalha em financiamento manda para três corretores.

Genesis mantém a origem.

Rafael não precisa anotar.

Não precisa perguntar quem indicou quem.

Não precisa cobrar comissão.

Não precisa emitir uma planilha.

Abre o WhatsApp e pergunta:

“Como estou?”

Onze clientes ativos.

R$ 1.640,10 naquele mês.

Ele olha para o número algumas vezes.

São quase duas semanas de direção que já não precisam existir.

Rafael muda sua rotina.

Agora dirige pela manhã.

Para depois do almoço em dois dias da semana.

Não utiliza essas tardes para vender mais.

Na primeira, dorme.

Na outra, busca a filha na escola.

Essa parte é importante.

Se todo tempo recuperado precisar imediatamente produzir mais dinheiro, não recuperamos tempo.

Apenas criamos outra forma de trabalho.

Marina chega ao sexto mês com nove clientes ativos.

R$ 1.341,90.

Ela também teve cancelamentos.

Também teve semanas em que ninguém respondeu.

Também passou dias achando que talvez aquilo não funcionasse.

Mas agora possui algo que não tinha quando perdeu o emprego.

Uma base.

Ainda pequena.

Mas uma base que não depende de uma única empresa decidir mantê-la empregada.

Ela percebe outra coisa.

Durante seis meses respondeu muitas vezes às mesmas perguntas.

“Já uso CRM.”

“Não tenho tempo para aprender outra ferramenta.”

“Meus imóveis já estão nos portais.”

“Isso substitui o meu atendimento?”

Marina começa a explicar essas objeções de uma maneira que funciona.

Um dia diz isso ao Genesis.

“Eu sempre respondo dessa forma e eles entendem melhor.”

O sistema pergunta se ela gostaria de compartilhar.

Ela diz sim.

Aquilo vira conhecimento comum.

Talvez hoje seja apenas um arquivo em um repositório.

Talvez amanhã seja uma Skill.

A partir daquele momento, quando outro participante perguntar como responder à mesma objeção, o sistema pode utilizar algo que Marina descobriu.

Ela não precisou entrar para uma equipe de produto.

Não abriu uma issue.

Não marcou uma reunião.

Viveu uma experiência.

Aprendeu alguma coisa.

Entregou o aprendizado.

A capacidade do grupo aumentou.

## Nono mês

Rafael chega a dezoito clientes ativos.

R$ 2.683,80.

Nesse ponto acontece algo que não estava no plano.

Ele começa a recusar horários ruins.

Sexta-feira à noite ainda vale a pena.

Segunda de manhã também.

Algumas tardes deixam de valer.

Antes, a pergunta era:

“Tem corrida?”

Agora é:

“Eu quero trocar essas três horas por esse dinheiro?”

Essa é uma pergunta completamente diferente.

O valor do ViaCorretor para Rafael não são R$ 2.683,80.

É poder fazer essa pergunta.

Marina chega a dezessete clientes ativos.

R$ 2.534,70.

É próximo do que recebia no emprego anterior.

Mas a sensação é diferente.

No antigo trabalho, R$ 2.500 chegavam em troca de um mês inteiro já comprometido.

Agora aqueles R$ 2.500 chegam de relações construídas ao longo de nove meses.

Ela ainda trabalha.

Conversa.

Aprende.

Ajuda clientes interessados.

Mas consegue escolher quando.

Algumas semanas dedica quinze horas.

Outras cinco.

Quando o filho fica doente, não precisa telefonar para alguém e pedir autorização para ser mãe.

Isso parece um detalhe.

Para Marina, não é.

## Décimo segundo mês

Rafael possui vinte e oito clientes ativos dentro da janela de participação.

R$ 4.174,80 naquele mês.

Não chegou lá em linha reta.

Alguns clientes cancelaram.

Alguns passageiros prometeram falar com alguém e nunca falaram.

Alguns corretores testaram e não compraram.

Houve meses com uma venda.

Houve meses com quatro.

A média foi suficiente.

Rafael não fica rico.

Ainda possui aluguel.

Ainda possui carro.

Ainda vive em um país onde quase tudo custa dinheiro.

Mas já não dirige cinquenta ou sessenta horas por semana.

Dirige quando faz sentido.

Em alguns meses, quase não dirige.

Curiosamente, ainda gosta de trabalhar sexta à noite.

Conhece gente.

Conversa.

E continua encontrando corretores.

O que antes era obrigação virou uma atividade que ele pode escolher realizar.

A aparência é parecida.

O homem ainda está atrás do volante.

A relação com aquele volante mudou.

Marina chega ao décimo segundo mês com vinte e cinco clientes ativos.

R$ 3.727,50.

Ela também não se tornou milionária.

Ainda precisa pensar em dinheiro.

Mas o desemprego que parecia uma queda livre doze meses antes levou a uma situação que ela não imaginava.

Não possui chefe.

Não possui horário.

Não possui estoque.

Não possui funcionários.

Não possui sequer um software de afiliados para aprender.

Quando quer saber quanto recebeu, pergunta no WhatsApp.

Quando quer um link, pede.

Quando alguém apresenta uma dúvida que ela não sabe responder, pergunta.

Quando descobre algo útil, pode devolver.

Sua interface com a economia começa a se parecer menos com uma empresa.

E mais com uma conversa.

## Décimo terceiro mês

É aqui que a história poderia mentir.

Poderíamos fazer um gráfico subindo para sempre.

Não faremos.

O primeiro cliente de Rafael completa doze meses.

No mês seguinte, aquela participação acaba.

R$ 149,10 deixam de entrar por aquela relação.

Depois outro completa doze meses.

Depois outro.

A mesma coisa começa a acontecer com Marina.

Genesis foi desenhado assim de propósito.

A afiliação não deveria criar uma pequena aristocracia de pessoas vivendo para sempre das relações que construíram no início.

Ela é uma ponte.

Durante doze meses, uma relação ajuda quem a criou a recuperar tempo.

Depois, aquela parcela volta integralmente para o sistema econômico que sustenta a capacidade.

Para manter a mesma renda através de afiliação, Rafael precisa continuar trazendo novos clientes.

Marina também.

Mas agora ambos possuem algo que não tinham no começo.

Tempo.

Conhecimento.

Relacionamentos.

Experiência.

E acesso ao restante de Genesis.

Essa é a parte que interessa.

A afiliação não foi construída para ser o último trabalho deles.

Foi construída para que eles pudessem chegar ao próximo capítulo.

## Décimo oitavo mês

Rafael mantém, aproximadamente, trinta e quatro clientes dentro de sua janela ativa de doze meses.

R$ 5.069,40 naquele mês.

O número oscila.

No próximo pode ser menor.

No seguinte pode ser maior.

Ele praticamente deixou de depender do Uber.

Mas não passa seus dias procurando mais corretores.

Durante as tardes que recuperou, começou a observar outra coisa.

Corretores dentro do carro perguntavam repetidamente sobre os bairros.

Qual é mais tranquilo.

Qual tem escola perto.

Qual tem trânsito.

Onde alaga.

Quanto tempo leva até determinada região.

Rafael conhece a cidade de uma maneira incomum.

Passou anos atravessando-a.

Ele começa a trabalhar com outras pessoas em uma capacidade que organiza conhecimento local para ajudar na escolha de imóveis.

Não havia um cargo esperando por ele.

Ninguém abriu uma vaga de “especialista em inteligência urbana”.

A capacidade apareceu porque Rafael teve tempo suficiente para perceber um problema.

Marina mantém trinta e um clientes dentro da janela.

R$ 4.622,10 naquele mês.

Sua renda de afiliação também oscila.

Mas sua relação com Genesis já mudou.

Ela se tornou uma das pessoas que mais entende a primeira conversa com um corretor.

Suas respostas foram melhoradas por outras pessoas.

Ela melhorou respostas criadas por desconhecidos.

Aquilo que começou como mensagens escritas na cozinha de casa virou parte do conhecimento compartilhado do sistema.

Marina ainda recebe pela afiliação.

Mas agora também participa da construção de uma capacidade comum.

Isso talvez seja o ponto mais importante dessas duas histórias.

Rafael não foi contratado pelo Genesis.

Marina também não.

Nenhum deles enviou currículo.

Nenhum recebeu cargo.

Nenhum foi promovido.

Eles entraram por uma porta econômica.

Recuperaram algumas horas.

Usaram essas horas de maneiras diferentes.

E começaram a aumentar aquilo que o grupo conseguia fazer.

Esse é o desenho.

Afiliação não é o destino.

É a primeira porta.

Precisamos dela porque seria hipócrita dizer para uma pessoa exausta que ela deveria ajudar a construir uma nova civilização nas duas horas que sobraram depois de trabalhar doze.

Primeiro precisamos encontrar as duas horas.

Depois quatro.

Depois uma manhã.

Depois uma terça-feira inteira.

Talvez depois não exista mais o Uber.

Talvez não exista mais o emprego do qual Marina foi demitida.

Não porque proibimos nenhum deles.

Porque construímos alternativas melhores.

O ViaCorretor custa R$ 497 porque precisa produzir valor real para um corretor.

A participação de R$ 149,10 existe porque uma parte desse valor pode servir para trazer outra pessoa para dentro da construção.

Os R$ 347,90 restantes não são lucro mágico.

Dali ainda saem impostos.

Infraestrutura.

Modelos.

WhatsApp.

Suporte.

Operação.

Desenvolvimento.

E, quando houver excedente, capacidade para continuar comprando tempo.

É importante que a conta feche.

Uma nova sociedade que depende permanentemente de alguém pagando a diferença não é uma sociedade.

É um projeto subsidiado.

Genesis precisa produzir mais valor do que consome.

Muito mais.

Queremos dinheiro.

Essa frase não precisa nos constranger.

Queremos dinheiro porque, hoje, dinheiro pode comprar tempo de volta.

Queremos construir produtos excelentes.

Queremos que muita gente pague por eles.

Queremos margens saudáveis.

Queremos infraestrutura eficiente.

Queremos distribuição.

Queremos crescimento.

A diferença é o que fazemos depois.

O dinheiro não termina em uma conta cujo objetivo é permitir que uma pessoa acumule mais poder sobre as outras.

Ele continua circulando.

Parte remunera quem trouxe valor.

Parte mantém aquilo que já construímos.

Parte constrói novas capacidades.

Parte começa a assumir necessidades que hoje pertencem individualmente aos participantes.

Primeiro talvez seja internet.

Depois equipamentos.

Depois alimentação.

Depois limpeza.

Depois moradia.

Quanto mais necessidades saem das costas do indivíduo, menos dinheiro ele precisa receber.

Quanto menos dinheiro precisa receber, menos trabalho precisa aceitar apenas para continuar existindo.

E quanto mais tempo aparece, mais pessoas podem construir.

É o mesmo ciclo outra vez.

Só que agora podemos vê-lo acontecendo em duas vidas.

Rafael entrou dirigindo.

Marina entrou desempregada.

Nenhum deles foi salvo.

Essa palavra colocaria Genesis no lugar errado.

Eles encontraram uma primitiva econômica que permitiu transformar relações em participação.

Depois fizeram o resto.

É assim que precisa ser.

Genesis não deveria produzir dependentes.

Deveria produzir graus crescentes de autonomia.

Talvez um dia Rafael nunca mais indique ViaCorretor.

Talvez Marina também não.

Ótimo.

Se eles não precisarem mais daquela porta, ela funcionou.

Outras pessoas passarão por ela.

Algumas ganharão R$ 149.

Algumas R$ 700.

Algumas talvez não consigam vender nada.

Outras podem chegar a R$ 5.000.

Não existe promessa de resultado.

Existe acesso.

Existe uma capacidade real.

Existe uma regra transparente.

Existe uma maneira de participar sem pedir permissão.

E existe uma direção.

Cada real deve, em algum ponto do sistema, tentar fazer uma coisa.

Devolver uma parte da vida a alguém.

Esse é o verdadeiro produto da afiliação.

Não comissão.

Tempo.
